sexta-feira, 14 de março de 2014

Eis-nos no palácio  sagrado
Lugar segredo
Onde a queda se fez homem.

-Ó Grande voz,
Ergue-te,
Estremece o sono
Deste mundo que dorme.

- Saberás de mim...
Quando chegar o dia
Tu entenderás as águas
Porque  o rio está em toda a parte.
Ele é nascente,
é foz,
é catarata,
glaciar,
ribeirinho ou oceano.
Ele é a neptuna voz ancestral
e tu
o barqueiro iludido!

-Ó meu segredo bem guardado,
Acode aos exilados
Que entoam cantos
Na diáspora da amargura.


                                                                       ÍSIS, 10.03.2014