quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Pelos céus se passeiam
Egle, Erítia e Hespéra

Ó luz vermelha do entardecer
Ó esplendorosa rainha da tarde
Ó dama do crepúsculo vespertino

Sois senhoras, sois divinas
Presidis à passagem do tempo
Maestrinas das horas,
Companheiras neste palco
Que ilumina a vida

Sois o canto mavioso das nascentes
Eis que sussurrantes exalais ambrósia
Ó ninfas do poente
que habitais o extremo ocidente
Profetisas sois desta gente

Vossos jardins encantam o Atlas
Sois o pomo de ouro

Não importa quem sois, 
filhas de Zeus ou da noite mais escura.
 Domadoras sois de feras selvagens
Ó guardiãs da natureza,
Desde o profundo mundo ao excelso paraíso

Sois ainda as benfeitoras
desta terra, jardim de imortais
capela de deidades,
abrigo de frescas árvores frondosas
senhoras de Gaia que assistis ao pomo da discórdia  
junto à fonte da eterna juventude

Guardadas estais pelo dragão das sete cabeças
Nessa gruta  onde  Perseu ousou  entrar;
E o rei vizinho tomou de assalto.
Ao mundo fostes restituídas,
Esses trabalhos hercúleos
valeu-nos o ensino dos astros.

És a estrela da manhã
Que anuncia o sopro divino

Ó silêncio de nervuras
Que te ergues e me acaricias
Eis a tua vinda,
Eis o nosso encontro desejado

A vida parou
E a estrela anunciou
Que o teu corpo é falésia
Onde me perco
É deserto
Onde me encontro

E eu aqui estou
Aurora boreal dos teus céus
E espalho aos quatro ventos
 o sopro quente que me deixaste

Foste lírio na saliva
Emanação
Criação
Revelação

Rendi-me sob o candelabro do amor
Divina estrela
Tu, que seis pontas me ditas...