segunda-feira, 30 de junho de 2014

O verbo primordial

És tu que o guardas como Prometeu o fogo
A palavra é silex veloz, sangue novo
Roubado aos Deuses e trazido à terra.
Derrama, sim, o magma de ninguém
Que a todos pertence.

É na prosa ígnea que a roda dentada
Equaciona a tua passagem pela terra,
Aqui aprendeste a nascer a cada golpe
Mapeado pela hermenêutica celestial.

Eis-nos, aqui, ao sabor de zéfiro,
Ele que nos devolve à estrela-mãe
Que nos acorrenta às tertúlias   vazias
E nos afasta da verdadeira geometria

Quando o azimute está nas nossas mãos...

Em diálogo com "O verbo de ninguém" de Jorge Ferro Rosa

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